quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Transferta a Évora!

3jogos sem perder, 6ºclassificado a 20 pontos do 1º... Eu tenho um ponto fraco, para além de dar o meu apoio incondicional, não me consigo privar de acompanhar o desenrolar do jogo e de me deixar absorver pelas suas emoções, o que se torna positivo nas vitórias mas muito mau nas derrotas.
Pois...neste jogo particularmente, senti-me bastante desiludido, frustrado, triste, revoltado...vi-me invadido por esta matemática que põe o nosso Farense numa difícil situação para encarar as ultimas jornadas, tão incomodado que somente agora consegui fazer a cronica desta transferta.
Mas para além desta fraqueza tenho um forte grupo que nestes momentos sabe-se manter unido e não perde a verdadeira essência ultra nos momentos mais difíceis...não são as vitórias que nos movem mas sim a enorme e cega paixão ao nosso grande FARENSE.E esta cega paixão, faz-nos acreditar...e acreditar é tudo o que necessitamos!!
Na nossa história já provámos que esta crença, quebra todas as fronteiras e vamos certamente quebrar mais esta!
Passando ao que interessa, mas que bela transferta!!Foi uma festa!!
A resposta dos SS no apoio ao nosso FARENSE, nos momentos difíceis que temos encarado esta época, foi tremendo!
Do habitual buSS de 50 lugares, tivemos que fretar um de 67 lugares, dada a vontade dos ultras em querer estar presente no apoio ao S.C.FARENSE.
De Faro partiram ainda no sabado perto de 15 ultras que foram preparar Évora para a nossa chegada, bem cedo no Domingo os ultras começam-se a juntar, mas como sempre, existe sempre um que dorme mais que os restantes.tropa reunida, arranca o BuSS.Entratanto paramos am Tunes para apanhar os ultras do grupo de Budens que nos aguardavam impacientemente.
A viagem, o habitual...muito álcool, muitos cânticos, muita animação, UMA GRANDA FESTA!
Chegados a Évora, uma valente chuvada para recepção. Os ultras abrigam-se no único café aberto nas imediações do estádio e aguardam pela aproximação da hora do jogo.
Entretanto chegam vindos de Lisboa, um grupo de ultras, uns de longas andanças nas curvas de Portugal e outros que nos presenteavam pela primeira vez com a sua presença.São bem recebidos, como sempre.
A hora do jogo aproximava-se, e os ultras movimentam-se...compram-se os bilhetes "mais um assalto", controlo a entrada é nulo, tornando o tifo possível. As faixas são colocadas, os ultras afinam as gargantas, a Faixa que vai receber os jogadores esticada " UM POR TODOS E TODOS POR UM", os jogadores entram, os fumos abertos e começam mais 90 minutos!
O nosso Farense até entra bem no jogo, controla o meio campo, as oportunidades surgem assim como o golo.GRANDA FESTA! E assim se mantém até ao final da 1ªparte.
Começada a 2ªparte, começa uma história completamente diferente, somos dominados, ficamos inferiorizados pela expulsão de Luís Afonso e sofremos 3 golos...o descalabro.
É sempre difícil ver o nosso Farense, como que um pouco injustamente, pois até nem estavam a jogar mal, ver-se a perder por 3-1...mas na bancada fazíamos o nosso papel, apoiávamos incansavelmente na esperança da reviravolta. Sim...nós ainda acreditamos nos nossos jogadores e defenderemos-os SEMPRE,e gostávamos que eles próprios acreditassem mais neles também.
Acaba o jogo, e antes da viagem de regresso a nossa capital, paramos no Mc´Donnalds...as únicas palavras que encontro para descrever o que lá se passou, enquanto me vou contorcendo de tanto me rir com estas memórias...MAS QUE GRANDA FESTA!!
Apetites saciados, e fazemo-nos a estrada rumo a nossa cidade, capital do Algarve...FARO!

Desde sempre...FARENSE...para sempre!









quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Entrevista aos South Side Boys

O Blog Ultras Life, efectuou uma entrevista aos South Side Boys, a qual passo a transcrever:

"Dado a neste momento o presidente rui Roque ser demissionário, a resposta as perguntas ficam a cargo de João Galrito e João André, vice-presidente dos South Side Boys.

1- Como estão organizados?
Os South Side Boys estão constituídos como associação desde o ano de 2002.
A nível estrutural estão organizados em vários departamentos que em diferentes áreas mantêm o recrutamento, organização de jogos e eventos com a dinâmica necessária para o bom funcionamento e evolução do grupo.
Neste momento temos 150 elementos, fanaticamente Farenses e uma sede.

2- Quais são as vossas amizades e inimizades?
Os South Side Boys não teem quaisquer amizades ou inimizades, apenas relações de respeito com alguns grupos. Respeitamos quem nos respeita.

3- Como foi para vocês, “sobreviver” estes anos todos nos escalões inferiores?
Penso que o termo “sobreviver” não se adequa ao nosso passado recente. Desde o momento em que o Farense iniciou a sua fase descendente, que só teve fim na 2ªdistrital, que os South Side assolados com a possibilidade de o nosso clube ter um fim a beira dos 100 anos, iniciaram uma verdadeira cruzada que se julgava como impossível a partida. Aqui começou-se a traçar a verdadeira identidade do grupo, que incutido pelo espírito de missão levou a cabo, manifestações, invasões pacíficas de campo interrompendo jogos em protesto, intervenção constante em assembleias, candidatura a direcção do S.C.Farense, tudo de maneira a que soluções aparecessem. Contrariando o termo “sobreviver “ utilizado na pergunta, os South Side aprenderam a viver os 90 minutos de jogo, o mais intensamente possível, seja na I Liga, distrital ou amigável. Esta nossa postura tornou-se atractiva aos olhos de muitos Farenses servindo como principal cartaz na recruta de novos elementos e na propaganda da nossa máxima “ Se és de Faro…és Farense!” Os South Side tiveram 2 anos intensos de vivências bastante enriquecedoras aquando da sua passagem no distrital que deixaram bastantes saudades, sentindo um cheirinho do verdadeiro futebol tradicional…tornando-nos naquilo que somos hoje, orgulhosos Farenses! Existe uma frase do livro “ Viagem ao Mundo Ultra” que em tudo exprime as emoções vividas nos escalões secundários, “sexo, dinheiro, sucesso…tudo se reduz a pó perante a emoção, a partilha das bancadas!”

4- Qual é a vossa relação com o clube?
Os South Side não teem quailquer relações com a direcção do S.C.Farense, pois esta não tem quaisquer legitimidade visto o seu mandato ter terminado a 3 épocas.

5- Como vês a futura venda do São Luís?
Como um mal necessário para a sobrevivência do nosso Clube, para pagar pela gestão danosa das pessoas que são do conhecimento de todos os Farenses. É com grande tristeza que vemos a nossa cidade perder uma referência como é o mítico estádio de S.luis, que tantas alegrias proporcionou aos Farenses e com grande preocupação visto nos últimos anos Faro, assim como o nosso clube passa por uma grande falta de identidade com a perda de muitas das suas referências.

6- Para ti, o que significa ser um verdadeiro Ultra?
Ser Ultra é um estilo de vida… é um resultado de anos de vivência, de modas que passam, de alegrias vividas, de tristezas ultrapassadas, de amizades reforçadas, de devoção ilimitada. Apercebemo-nos que o somos, no momento em que deixamos de dizer que o somos, no momento em que os sacrifico passam a prazer, no momento em que nos falta a alma por não poder estar presente…

7- Com que estilo se identificam?
Não nos identificamos com estilo nenhum, temos a nossa própria identidade.
Somos um grupo bastante tradicionalista e bairrista.

8- Quais são os vossos pontos fortes e as vossas fraquezas?
Limitamo-nos a ser nós próprios, sejamos 10 ou 100. A apreciação dos pontos fortes e fracos fica para a critica…

9- Como vês a legalização das claques em Portugal? Já sofreram na pele algumas consequências?
É um tema sensível e que ainda não teve consequências no nosso grupo, visto o nosso Farense ainda se encontrar na 3ª divisão. A luta contra a “ilegal “ legalização perdeu imensa força com a legalização de alguns grupos mais históricos e numerosos de Portugal, cujas opções não crítico pois cada qual sabe de si, mas que podem ter sido nocivas para o movimento ultra Português. Em Países estrangeiros com índices de violência bem maiores que no nosso, tal não aconteceu…são unidos, são fortes! Aprendi na vida a nunca dizer nunca… qualquer decisão será tomada em grupo pelo grupo.

10- Como tem sido a vossa luta contra o futebol moderno?
Não temos nenhuma guerra contra o futebol moderno, mas temos imensa pena ao ver para o que caminha, daremos a vida para ver o nosso Farense… já por diversas situações nas ultimas temporadas em que nos eram cobrados preços exorbitantes para o escalão onde nos encontrávamos e resolvemos apoiar o grande Farense do exterior do estádio “escusado será dizer que se não desse para ver o jogo pagaríamos o bilhete!”. Lutamos contra as injustiças, mas temos um ponto fraco…submetemo-nos a quase tudo para conseguir saciar o nosso vício, ver o nosso Farense.

11- Podes-me falar de projectos futuros?
Os projectos futuros para curto, médio e longo prazo… continuar a apoiar o Grande Farense, dar condições para que outros o façam também, e continuar a dura tarefa de combater a clubite na nossa cidade capital do Algarve, Faro!

12- O vosso grupo foi considerado o melhor dos escalões inferiores, para o nosso blog, deixa-nos um comentário final sobre algo que achas que ainda não foi dito, mas que é importante referir.
Sem dúvida que é uma honra receber tal nomeação e dá força para quem tantas horas dispende para levar a fim os nossos projectos. Olhando ao panorama ultra nacional qualidade e número não falta, mas a mentalidade está um pouco distorcida, se calhar por se preocuparem demais com pormenores fúteis paralelos à nossa existência, em vez do apoio ao clube de cada um. A nova guarda que agora nos chega absorve esta falsa ideologia, e cabe-nos a nós, velha guarda, saber transmitir a verdadeira mentalidade ultra, olhando para a realidade nacional só me resta concluir que estamos a falhar… De momento na 3ªdivisão, mas brevemente no I Ligal, envergando a bandeira do sul, sem que durante este período tenha deixado de ser o verdadeiro orgulho do Algarve."

Apoiem o clube da vossa terra!
Dos Fracos não reza a História!
Desde sempre…FARENSE…para sempre!


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nostalgia - Invasão a Portimão 03

No ano de 2003, o grande Farense deslocou-se a Portimão, tendo eu sido convidado pelo meu amigo Luís Monteiro da revista Adeptos, para escrever um texto sobre essa mesma transferta que tão grande significado simbólico teve junto de nós numa oportunidade de provar quem realmente era o orgulho do Algarve.
Esse mesmo texto deixo aqui, como que uma memória minha das muitas que tenho nestes 14anos de histórias nesta família que são os South Side.

Transferta a Portimão

"A ansiedade obriga-me a levantar bem cedo, eufórico preparo-me para o ritual: ajeito o cachecol ao espelho, estático vejo reflectido naquele preto e branco o orgulho de um renascimento!
A poucas horas para a maior transferta dos 9 anos de historia dos S.S.
Caminho para a estação, sinto que estou próximo da concentração, oiço cânticos ao longe e pressinto muita agitação.
Lá estão 100 ultras de goelas afinadas, sorrisos estampados e com grande vontade de partir (para) Portimão.
Chega a hora, o coração bate mais depressa, disfarçasse a ansiedade com os cânticos de uma paixão.
O comboio transporta pouco mais de uma hora repleta de emoção e loucura os S.S., no ambiente esta expresso a dedicação e orgulho de trazer junto ao peito o emblema de um clube, o nosso clube, a nossa CIDADE!
PORTIMÃO! Para nos receber estão mais 30 ultras S.S. que se juntam na curta caminhada até ao estádio e como que de uma só voz, ouve-se repetidamente “ SOMOS NÓS, SOMOS NÓS, O ORGULHO DO ALGARVE SOMOS NÓS”.
Dando pela nossa presença rapidamente se juntam a nós agentes da P.S.P. que nos acompanham no cortejo.
Pelas ruas monótonas de Portimão, posso sentir a admiração no olhar das gentes de Portimão, há muito que não se via tamanha agitação.
A entrada no estádio processa-se lentamente, pois muitos litros de cerveja estão por ser bebidos, mas aos poucos o peão, bancada destinada aos S.S. vai ganhando forma e um colorido diferente á festa do derby algarvio!
O grande Farense entra, as bandeiras são erguidas, os fumos são abertos e a vontade de todos nós bem expressa numa faixa “ 01-04-1910” “ 20-01-2003” “Escreve-se hoje mais uma página de gloria da nossa grande história!”.
O jogo começa, os nossos cânticos fazem-se ouvir no estádio e os golos aparecem, ambiente magnifico até que entra a policia e os robô-cães, 2 ultras são mordidos e pequenos incidentes sucedem-se até que aos poucos a bófia atingidos pelo bom senso e conscientes da força da bancada deixaram o peão.
Após o desnecessário sucedido e até ao final do jogo, a festa voltou ao topo S.S. onde foram abertas dias faixas mais direccionadas para os Marafados… “Nem com hospital chegam a capital!” e “ Nunca acabamos porque sempre te amamos!”
O jogo acaba com a vitória do grande Farense por 1-2 e um grande show ultra por parte dos S.S. , a viagem de regresso a capital do Algarve processa-se com um contínuo ambiente de festa, mas devidamente escoltados até Faro pela P.S.P.
Grupos presentes: Penha, Abuissa, Porno, Emissora, girls, Sonoro, Soldiers, Olhão, fuseta, Budens!
Em relação aos marafados…não os ouvi e mal os vi."

In “revista adeptos”


























FARENSE 1-2 Barreirense

Não estava a espera deste resultado... depois de 4 jogos sem perder, o Farense interrompe a sua caminhada com uma derrota caseira frente ao Barreirense.
Comecou bem no encontro, bom fio de jogo, muita entrega e um golo a premiar uma boa exibição na primeira parte.
Mas nos segundos 45 minutos tudo mudou... apesar do dominio territorial, o Farense pouco perigo criava e o Barreirense em duas investidas que faz a nossa aréa marca dois, o segundo ja nos descontos.
Na bancada cerca de 70 ultras deram um bom espectaculo criando bons momentos vocais no estadio Algarve.
Para a semana...TODOS A ÉVORA!!



fonte Leões de Faro

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

" O Lider" - do outro lado da barricada...



Lendo um livro, “ O Lider” de Fernando Madureira “Macaco”, líder dos Super Dragões emprestado por um amigo meu, que relata as vivências ultras do Macaco… deparo-me nas primeiras páginas com um relato de uma deslocação dos S.D. a Faro no ano de 1994.
Sou invadido por velhas memórias deste ano que foi tão marcante na minha vida, fundação dos South Side, e deste jogo em questão, pois foi uma das páginas mais marcantes da nossa história.
“36 e a Bela Russa” assim se intitula a história e relata pormenorizadamente a transferta dos S.D. a Faro…muitas aventuras e desventuras muito semelhantes a quaisquer histórias de cada grupo.
Dentro dessas histórias ninguém poderá por em causa a legitimidade e veracidade das mesmas…excepto se formos intervenientes nelas, pois bem …eu foi um interveniente, estava do outro lado da barricada e vejo-me com a legitimidade de corrigir alguns factos.
Desde que tenho memória de mim próprio que existe um ódio de estimação aos Tripeiros, ódio esse anterior aos próprios S.S., algo que é do conhecimento de toda a gente e que ao mesmo tempo ninguém consegue explicar a origem do mesmo… vem de gerações antigas, nasceu, cresceu e manteve-se.
Mas para além desse ódio, devo assumir e reconhecer Fernando Madureira como o ultra e Líder que é, sei que esta opinião vai contra a opinião de muitos…mas é a minha opinião.
Constantemente vou ver vários jogos grandes, acompanho e sinto vários grupos por dentro, como que um curioso…um deles foi o Belenenses – Porto da época passada, estive no meio dos Super Dragões e reconheço que foi uma boa experiência e reconheço também que o Fernando Madureira é um Lider nato.
Mas voltando ao que interessa, “Os 36 e a Bela Russa”… é normal que quem escreva um livro puxe o “lume a sua sardinha”, mas tudo tem o seu limite… Farense – Porto de 94 foi um jogo cheio de histórias, foi o primeiro grande jogo dos South Side e ansiosamente esperávamos por ele.
Os South Side passavam por um bom momento, tinham perto de 500 elementos…e nesse dia muitos mais viajavam de todo o Algarve para se juntar aos S.S.
A concentração foi no sítio habitual, na Igreja Velha de S.Luís e desde cedo se começaram a juntar inúmeros ultras lá.
Assim como e descrito no livro, é um facto que os Super Dragões avançaram sobre a concentração dos South side aproveitando-se do factor surpresa e da confusão gerada pelo extintor, certo é também que rapidamente os South Side responderam com o ataque de tochas avançando para o corpo a corpo.
Foram longos minutos em que tudo valeu até a chegada da polícia e em que a “Russa dos 36” passou a ser por momentos a “Russa dos 200”, mas ao contrário do que o Fernando diz, os Super não furaram o cordão para voltar a enfrentar os S.S., mas apenas os virão como salvação.
Sim, mostraram coragem ao atacarem a concentração e mantiveram-se firmes durante os confrontos, mas aposto que não estariam a espera de tão numerosa presença dos S.S. que no primeiro ano ainda eram um pouco desconhecidos e de tão pronta resposta, mas verdade seja dita…malucos quanto baste, e ao darem pela realidade de situação furar o cerco para atarem 200ultras já organizados foi coisa que não fizeram.
Dentro do estádio, existem alguns confrontos com elementos dos S.S. que estavam no peão que se vêem obrigados a sair da bancada.
Enquanto na bancada S.S. ainda semi lotada e desfraldada a faixa “No Name Ala Dura”, e aqui eu vejo-me obrigado a intervir.
Já antes do nascimento dos S.S., Faro era possuidor de fortes grupos da Juve Leo e dos No Name, algo que mudou aquando do nascimento dos South Side Boys, mas desses tempos resultaram algumas amizades com elementos desses grupos que ainda hoje proliferam.
Amizades essas, que se resumiam a noites de copos e que se arrastaram para os grupos, mas sem que nunca tenha havido relações oficiais de amizades, apenas relações de respeito.
Nesse dia em concreto sabíamos da presença de vários elementos da Ala Dura dos No Name na nossa bancada, os quais foram recebidos de braços abertos, assim como o foram noutros jogos e assim como nos dias de hoje recebemos vários elementos de outros grupos que nos acompanham sempre que podem, aos quais deixo um forte abraço “ eles sabem quem são!”.
Os S.S. tinham total desconhecimento da presença de tal faixa na bancada e apenas por breves instantes esteve aberta na bancada, mas que foi prontamente retirada com a compreensão dos mesmos.
As equipas entram e os South Side tinham preparada uma enorme tochada e vários potes coreografia, uma monumental fumarada no S.Luis.
Bancada repleta, animação constante e uma derrota por 2-0.
Final de jogo. Enormes medidas de segurança esperavam os ultras depois do sucedido antes do jogo.
Os minutos passam e perto de 300ultras esperam por detrás do Topo Sul a saída dos Super, que se localizavam no peão. A medida de sua saída, começa o que considero que aconteceu em Faro, um verdadeiro motim!
Os South side fizeram uma carga, a polícia responde não deixando a aproximação aos S.D. e aqui começam graves confrontos que se desenrolaram por várias horas e várias artérias da cidade com vários focos de conflito, a cidade entrou em estado de sítio.
Acerca da carga dos S.D. quando se preparavam para sair da cidade, não sou ninguém para desmentir pois encontrava-me no extremo oposto desse acontecimento, mas terei as minhas dúvidas, pois o contingente policial em torno da sua saída era tremendo e duvido que vários ultras se conseguissem aproximar do autocarro para concretizar tal apedrejamento.
Para terminar, gostaria apenas de salientar que não quero tirar qualquer credibilidade ao Livro de Fernando Madureira que até acho que tenha o seu ponto de interesse, mas vi-me no direito de dar uma visão do outro lado da barricada!

DESDE SEMPRE…FARENSE…PARA SEMPRE!













"Os 36 e a bela Russa"

" Na época em que "os dragões partiam tudo", as deslocações aos campos adversários, raramente, acabavam sem confusão. Os Super Dragões estavam a começar a adquirir a força e as outras claques também não queriam ficar atrás.
Era o auge das picardias e das esperas, principalmente, com a claque do Benfica "No Name Boys".
O Farense - Porto, da época 1994/95, foi uma sexta-feira, a noite; por isso, saimos do Porto na quinta-feira, de madrugada: - uma viagem que ficou conhecido pelos "36 e a Bela Russa", ja que éramos trinta e seis homens e somente uma mulher.
Reservámos um autocarro ao senhor Albino, da Renex, dos Clérigos, mas, na hora de saida, o dinheiro não chegava para pagar o aluguer, que era cerca de cento e cinquenta contos. Se fôssemos cinquenta, a viagem ficava por cerca de três contos a cada um, mas como só tinhamos conseguido reunir trinta e sete elementos, o preço ficou muito superior. Para além disso, muitos nem seuqer tinha dinheiro e as finanças da claque, naquela altura , não tinham qualquer comparação com as de hoje. Foi um momento complicado, porque só tinhamos noventa contos e a camioneta não arrancava, enquanto não tivessemos o resto do dinheiro. Ao ver o nosso desespero, e como já eramos clientes habituais, o senhor Albino baixou o preço para cento e trinta contos. Mesmo assim ainda faltavam quarenta contos. Era preciso encontrar ums solução.
por volta da meia noite, lembrei-me de ir ter com um amigo, o Vitor do ouro, que morava na rua Escura.
-"Ó Vitor, podias dar-nos um patrociniozinho...íamos,agora, para Faro para apoiar o Porto e não temos dinheiro que chegue para o aluguer do autocarro.
Se não arranjarmos quarenta contos, ficámos em terra."
Mal acabei de falar, o Vitor olhou para mim, meteu a mão no bolso, e sacou o dinheiro. graças a ele, o autocarro partiu rumo a Faro.Adormeci.
por volta das 05h da manha, acordei estremunhado, sem perceber o que estava a acontecer. Tinhamos parado numa bomba de gasolina, no Alemtejo...Quando olho para fora do autocarro, só vejo entrar carregados de caixas de gelados. Tinham dado a rapadela geral a uma barraca de gelados. A camioneta arrancou, de imediato, e só parou em Faro, ás 09h da manhã.
Ficámos junto a ria e aproveitámos para apanhar uns banhos de sol...perto da hora do almoço, como estava tudo micho, andámos a ver o que é que podiamos arranjar para comer. Juntámos algumas coisas que alguns "desviaram" das prateleiras e fizemos um piquenique.
Da parte da tarde, fomos todos ao banho. Parecia que estavamos na Ribeira. Estava tudo calmo, quando passaram entretanto três gajos de caschecol dos No Name Boys. Foi tudo em cima deles!...Começaram a bater-lhes e até queriam manda-los ao rio...não consenti, porque era demais.

A tactica do extintor

Por volta das 17h30, disse ao motorista que íamos a pé para o estádio, porque fomos alertados para o facto dos No Name Boys, de Faro, poderem estar junto da claque do Farense, South Side Boys, à nossa espera. Era bulha pela certa!.
Lá fomos com as mochilas ás costas e ainda demorámos cerca de quarenta minutos. Ao lado do Estádio de São Luís, havia um parque com árvores, onde decorria uma feira, do género da de custóias, ou de Espinho. Era terreno propíco a uma emboscada e por isso, o grupo pegou em paus e pedras, de forma a estarmos prevenidos para qualquer eventualidade. Na altura, não tínhamos tochas, mas o sugla tinha roubado um extintor numa bomba de gasolina.
Chegámos ao estádio ás 18h30. Ainda faltavam duas para horas para o jogo. Damos, de caras, com quarenta gajos dos No Name Boys e dos South side Boys. Eles olham para nós, meios expectantes, porque não estavam a contar connosco ali e...gerou-se um impasse. A única hipótese de nos safarmos era atacar primeiro. Virei-me para o suga, mandei-o ir a frente com extintor, enquanto nós o seguiamos aramdos com perdas, paus e mais tarde os ferros dos guarda-sóis.
O suga abriu o extintor e ficou tudo branco. Aproveitámos e começamos a atacar. Eles contra-atacaram com tochas, acertando nos feirantes. Começou tudo a arder e nós todos á porrada, com as pessoas da feira a gritarem e a fugirem; de facto, não se via nada com o fumo. Foi uma tourada...até que chegou a polícia, que nos separou, isolando-nos com um cordão. Os tonos tinham fugido, mas, quando nos viram isolados, voltaram a juntar-se e armados em otários, preparando-se para nos atacar. nem pensámos duas vezes. Furámos o cordão da polícia e fomos para cima deles. A polícia só nos voltou a separar á bastonada, voltando-nos a isolar.
-"Como é que vocês vieram aqui parar. Vêm para o jogo e não nos dizem nada?"
-perguntou-me o comandante da polícia, surpreendido com aquela confusão e a querer saber onde é que ámos comprar os bilhetes.
-" Nós não temos bilhetes. E se quer um conselho, da forma como isto está, acho melhor que nos ponha lá dentro, sem bilhetes...e conforme eles estão vão andar aqui, vão andar aqui o resto da tarde e durante o jogo, a fazer asneiras, de outra forma não vão ter sossego."
Ele pôs-se a olhar para mim e disse-me para esperar uns minutos. Foi, entretanto, falar com outro elemento e veio com uma solução:
-"Esta resolvido.Vocês vão entrar de graça, mas é só desta vez...para não fazerem asneiras."
Lá fomos para dentro do estádio, de borla, duas horas antes do jogo. Ninguém tinha dinheiro e, por isso, acabámos por ficar a ganhar. Durante o jogo, ao lado da claque da claque dos Sout Side Boys estava uma faixa da Ala Dura dos "No Name Boys". Já não restavam dúvidas que eles estavam juntos.
Nem as duas claques juntas tiveram vida para nós. à saida, já com uma vitória por três Zero no "saco", os nossos "amigos" estavam de novo à nossa espera. Não lhes bastou terem levado no focinho, no início, e queriam mais!...Porém, a polícia não nos deixou sair, enquanto eles não dispersassem. Ficámos, cerca de uma hora e meia, dentro do estádio.
Entretanto, a camioneta chegou e entrámos, de imediato, à porta do estádio. Ao fundo, vejo cerca de 10/15 gajos preparados para foder a camioneta. pedi ao motorista para deixar a porta aberta por uns minutos, porque faltava um colega nosso. A polícia foi aos carros para nos escoltar até à saida de Faro, e aproveitando a distracção doa agentes, sáimos a correr em direcção a eles.
Quando nos viram, desapareceram como ratos. Foi a única forma de regressarmos ao Porto com a camioneta, sem um único risco. De outra Forma, podem ter a certeza que tinha sido apedrejada.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Campanha Solidária

Como foi do conhecimento da comunidade Farense, os south Side realizaram uma campanha solidária de recolha de roupas e de brinquedos para ajudar os Farenses mais necessitados.
E podemos dizer que os Farenses mostraram o seu lado mais solidário e responderam ao apelo, doando grandes quantidades de roupa e brinquedos que os South Side assim como se tinham comprometido direccionaram para a instituição "Caritas".
A todos resta-nos agradecer!

POR FARO, PELO FARENSE, PELOS FARENSES!!



domingo, 11 de janeiro de 2009

Atlético 2-2 FARENSE

Mais uma aventura... impossibilitado de me deslocar com os restantes ultras no buSS devido a motivos laborais, vejo-me obrigado a recorrer a mais uma ginástica de poucas horas dormidas entre muitas horas de trabalho para conseguir arrancar com mais o meu amigo "F" perto das 13h da tarde, numa verdadeira corrida de 250km a percorrer em 2h.
Engano aqui, desatenção ali, la conseguimos chegar a Reguengos apenas 15min atrasados, os ultras faziam-se, ouvir bem fora do estádio fazendo com os ultimos metros fossem percorridos em passo de corrida.
Tinha sido preparado para a entrada da equipa mais uma frase dando continuidade as anteriores feitas "Garra e determinação...deêm continuação", ao que mais uma vez foi seguido a regra pelos nossos jogadores.
Num jogo aberto em que começamos a perder mas no início do segundo tempo ja tinhamos dado a volta ao marcador pondo-nos em vantagem...mas que não aguentariamos até ao final do encontro, em que por intermédio de grande penalidade igualariam o encontro.
Garra e determinação foi que lhes foi exigido...e foi o que deram de volta numa jogo cujo resultado esteve em aberto até aos ultimos segundos com o sempre incondicional apoio dos South Side que privados da sua bebida e da do Bar "fechado por motivos de segurança" mantiveram-se animados. boa prestação dos 45 ultras presentes.
Sinto que perco anos de vida nestas verdadeiras maratonas...mas para meu consolo sei que não estou sozinho nelas!

Cada vez mais orgulhoso do meu grupo!

Desde sempre...FARENSE...para sempre!





"Garra e determinação...deêm continuação"



Fonte Leões de Faro

Um tipico Domingo...

Algures na época passada, numa transferta qualquer, seguindo o meu Farense para onde quer que seja, num carro de um ultra Farense qualquer, mas com a mesma vontade de sempre...

A novela continua...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

FARENSE 3-2 Castrense

Mas que jogo!!
90 min de jogo como ha muito não assitia, vimos 45min em que perdiamos por 0-2,em que a equipa apaticamente esperava pelo intervalo sem ideias nem motivação para conseguir fazer melhor, em que os South Side numa fraca prestação mostravam uma faceta que há muito não via,falçta de identidade e atitude, enfim, horrivel...
Mas vimos outros 45min em que o futebol fluia na nossa equipa, que numa verdadeira demonstração de garra, querer e vontade conseguiram dar a volta ao marcador para 3-2, conseguido no prolongamento atraves de penalti e vimos uns South Side cheios de força para motivar a nossa equipa na reviravolta do marcador numa segunda parte verdadeiramente emocionante.
Quatro jogos sem perder...venha o Reguengos!!

EU ACREDITO!!

Desde sempre...FARENSE...para sempre!!




Fonte Leões de Faro