quarta-feira, 27 de agosto de 2008

FARENSE-Campinense

Neste Domingo o nosso FARENSE estreou-se na 3ªdivisão com empate caseiro com o Campinense por 2-2.
Num estádio com uma boa moldura humana e uma presença massiça por parte dos ultras SS, o nosso FARENSE rubricando uma exibição mediocre não conseguiu mais que um empate embora tenha estado por 2 vezes em vantagem no marcador até ao minuto 75, livrando-se mesmo de uma derrota, tal foi o desacerto dos nossos jogadores.
Vimos uma equipa nervosa, pouco confiante e com falta de fio de jogo apesar de dois magníficos golos por parte de Paulinho e Edinho.
As expectativas são grandes em relação a esta temporada que acabou de começar, esperando que o nosso FARENSE continue a cavalgada que tem rubricado desde a 2ª distrital dando mais um passo em direcção a ILiga, dai esta frustação por parte dos sócios depois deste empate caseiro mas devemos manter a confiança nos nossos jogadores e saber transmitir-lhes o apoio que eles necessitam jogo após jogo. É ai que nos distinguimos de todos mais...assim como diz um cântico dos SS, "eu estou contigo mesmo que jogues bem, eu estou contigo mesmo que jogues mal, pelo Farense eu dou a vida e muito mais!"
No sector SS estiveram presentes perto de 70 ultras que nuns momentos melhores que outros nunca deixaram de apoiar ao longo dos 90 minutos, como coreografia os SS tinham uma mensagem preparada para a recepção aos nossos jogadores nesta jornada inaugural "Mais que a vitória, façam História" tentando transmitir aos novos elementos do plantel da época 2008\2009 a mentalidade ganhadora que os jogadores das épocas passadas souberam absorver na perfeição e esperemos que estes saibam absorver também...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Top Claques

Realizou-se no Blog PORTUGAL ULTRAS um concurso para eleger o melhor grupo do ano.
Depois dos Sotuh Side terem sido numa 1ª fase do concurso eleito como o melhor grupo dos distritais, passou para uma 2ª fase onde ombreou com alguns dos mais conceituados grupos nacionais pelo título de melhor grupo nacional, o qual os South Side viriam a conquistar.
Falando um pouco de nós e depois do mar de trevas que passámos durante 6 épocas passando da I Liga para a 2ª distrital, chegando mesmo a ter um interregno de uma época sem futebol, mas mantendo sempre a mesma devoção e crença num apoio incondiconal ao nosso clube o Sporting Clube Farense, um apoio à nossa maneira... à Ultra!
É um orgulho para nós, um sinal de reconhecimento que só nos dá força para o caminho que nos resta para chegar ao nosso devido lugar...a I Liga!

Contra o Futebol Moderno

Desde sempre...FARENSE...para sempre!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pré-época

Depois da Silly seasson, o Farense inicio a pré-época com a participação no torneio da A.F.A. conseguindo um 3ºlugar.
Este torneio deu para os ultras matarem as saudades de um jogo de futebol "do nosso Farense", mantendo em todo o torneio uma presença na ordem dos 30ultras com a prestação que já nos é habitual, óptima!
Seguiu-se o torneio de Lagoa em que participariam o Lagoa, Farense, Portimonense e Beira-Mar.
O Farense defrontou o Beira-Mar na meia-final ganhando por 1-0, defrontando o Portimonense na Final onde seria batido por um esclarecedor 6-0 onde a diferença de escalões notou no desempenho das equipas, mas não esmoreceu em nada os ultras presentes, cerca de 30 que souberam mostrar em terras alheias a verdadeira grandeza do nosso clube e mostrar aos novos elementos do plantel que estaremos sempre com eles, mantendo um nível excepcional durante os 90min e durante a entrega de prémios.
Aproveitando este torneio em Lagoa, alguns ultras montaram acampamento em Estombar fazendo visitas a grutas e algumas investidas a noite da vila de Portimão.
Eu próprio só me pude deslocar no dia da final, sendo esse o meu primeiro jogo da pré-época devido a motivos laborais, tendo abalado de Faro com mais dois amigos ultras.
Depois deste torneio o Farense defrontaria mais o Campinense durante uma sábado de manhã, o qual bateria por 2-1 numa manhã onde perto de 15ultras de directa manteriam a presença com uma prestação nula...Depois seguia-se o Ayamonte no S.luis o que terminaria com um empate 1-1, seguir-se-ia o Lagoa num novo empate, mas a 0-0.
Estes jogos notouse a grande rotatividade do plantel, tendo em vista a conhece-los e adapta-los melhor, não se podendo esperar muito desta fase, mas tendo em conta que muitos dos jogos foram realizados com equipas de divisões superiores só podemos tirar boas ilações do que vimos.
chegando o dia de Apresentação só sócios o Farense iria defrontar no mítico S.Luis o vizinho da vila de olhão, sendo derrotado por 1-3 mas deixando uma boa replica.
Neste jogo estiveram perto de 50ultras com prestação constante durante todos os 90min.
Para terminar a pré-época o Farense deslocou-se a Ayamonte, fazendo os SS a 2transferta internacional da sua História.
Neste jogos foram perto de 30ultras e chegando ao estádio era exigida a cobrança de 5e para assistir a um amigável de equipas de 3ªdivisão...inconcebível!
Mas nada que um pouco de Português-espanholês não resolve-se…entramos de graça! Boa bancada, cerveja com álcool, whisky, a vitória do Farense por 2-1 num belo desempenho dando boas perspectivas para o futuro em algo que já se poderia assemelhar ao onze inicial, enfim…uma bela tarde de futebol!

Desde sempre...FARENSE...para sempre!!


segunda-feira, 21 de julho de 2008

Torneio AFA


O nosso Grande Farense Participou na Taça AFA neste fim de semana terminando o torneio na 3ªposição depois de bater o Louletano por 1-0.
O Farense teve uma prestação bastante positiva tendo em conta o pouco tempo de preparação e ao facto de os seus adversários serem de divisões superiores.
O torneio foi vencido pelo olhanense ao derrotar o Portimonense por 2-0. Taça AFA - Resultados do 1º Dia

sábado, 12 de julho de 2008

Torneio Futsal SS

Foi realizado hoje o torneio de futsal SS, o qual reuniu alguns dos grupos SS num convivio de salutar numa rivalidade saudável.
O torneio foi vencido pelo Grupo Abuissa o qual derrotou na final a Velha Guarda por 4-2, embora seja de salientar que o periodo de descanço para a equipa da velha Guarda não foi respeitado, tendo realizado a final sem algum descanço depois de uma meia final ao sol das 17h, tendo em conta que os anos ja vão pesando nas pernas até nos batemos muito bem tendo estado em vantagem, faltando o pulmão na parte final do jogo, altura em que foi resolvido o jogo.
Mas aqui fica a merecida honra ao grupo Abuissa.

Grupo A
Classificação
1- Grupo Abuissa
2- Velha Guarda
3-Grupo Porno/Grupo Praia

Resultados
-Grupo Abuissa 7-4 Grupo Porno/Grupo Praia
-Grupo Abuissa 7-3 Velha Guarda
-Velha Guarda 6-2 Grupo Porno/Grupo Praia



Porno / Praia de Faro

Velha Guarda


Grupo Abuissa



Grupo B

Classificação
1-Legião Boda
2-Nova Guarda
3-Ragazzi


Resultados
-Ragazzi 4-5 Nova Guarda
-Ragazzi 5-10 Legião Boda
-Legião Boda 4-4 Nova Guarda
Legião Boda

Ragazzi

Nova Guarda


Meia Final
Grupo Abuissa 4-1 Nova Guarda

Meia Final
Velha Guarda 6-0 Legião Boda

Final
Grupo Abuissa 4-2 Velha Guarda

Vencedor- Grupo Abuissa



O acampamento

O árbitro

quinta-feira, 10 de julho de 2008

MÉMORIAS


MARINESCO!!

Pré- época


Passado este pequeno período de férias “ silly season”, o nosso grande Farense vai voltar aos trabalhos dia 14 de Julho, preparando-se para a difícil época que se avizinha.
Nesta pré-época já estão marcados alguns embates, cujas datas aqui deixo:

Taça do Algarve

Dia 19 de Julho

grupo A, no Estádio de S.Luís, em Faro: Lagoa-Farense (18h00), Portimonense-Lagoa (19h00) e Farense-Portimonense (20h00);

grupo B, no Estádio Municipal de Loulé: Beira Mar de Monte Gordo-Louletano (18h00), Olhanense-Beira Mar de Monte Gordo (19h00) e Louletano-Olhanense (20h00).

Dia 20 de Julho

jornada final, no Estádio de S.Luís, em Faro: apuramento do 5º e 6º
classificados (19h00), apuramento do 3º e 4º (20h00) e final (21h00).

Dia 2 Agosto- FARENSE – Campinense ( Estádio de S.Luís )
Dia 6 Agosto-
FARENSE
– Ayamonte (Estádio de S.Luís)
Dia 9 Agosto-
FARENSE
– Lagoa

Dia 13 Agosto- Apresentação - FARENSE – Olhanense

Dia 17 Agosto- Ayamonte - FARENSE ( Ayamonte)
Dia 18 Agosto –
FARENSE
– Bristol City ( Estádio de S.Luís)


Desde sempre...FARENSE...para sempre!

domingo, 6 de julho de 2008


Na vida, para além de nos aceitarem tal como somos é gratificante saber que nos compreendem porque o somos.

Por tal e muito mais…obrigado Miriam!


Ultra, um modo de vida

Viagem ao mundo Ultra - Parte 3

Euro 2000 Holanda – Bélgica


“Ao contrário da grande maioria do pessoal que vou conhecer e com quem vou conviver na Holanda e Bélgica, eu sou primeiro português e depois sportinguista.
O resto do pessoal ostenta símbolos e define-se sobretudo como NN e benfiquista ou Juve Leo e sportinguista. Não que eu os condene – aliás, em certos momentos até os invejo. Nos dias que correm não é o local em que vivemos, os bens que possuímos ou mesmo a família que os identifica.
Antes os amigos, sobretudo aqueles com quem partilhamos, de uma forma activa, os interesses comuns.
O futebol e os clubes são os elementos que mais forças mantêm na sociedade portuguesa do ano 2000 – mais do que a política e outros interesses da dita sociedade civil (antes, dos lobbies sócio-económicos e coorporativos que a enformam).
Não é por acaso que vivemos num país em que a politica só chega aos ouvidos dos comuns mortais através de notícias escandalosas e da caricatura inteligente da contra-Informação, que nos demonstra, através de sósias, o ridículo de Guterres, Durão ou Portas.
Nas claques vive-se, pois, uma união e uma camaradagem por vezes mais forte do que os laços familiares e as amizades mais convencionais.

Pela primeira vez irei ficar rouco, quase afónico. Esteve calor durante o dia; à entrada, é proibida a introdução de garrafas de plástico, bebo toda a água que consigo e despejo o resto pela cabeça abaixo. Lá dentro porém, o sol não chega ao sítio onde estou: encharcado, arrisco-me a apanhar uma cosntipação.
Fico sentado perto de lugares de imprensa, por baixo da qual, à minha esquerda se encontram alguns romenos (que suponho VIP). No sector à minha direita estão os portugueses endinheirados – que pagaram vinte contos sem pestanejar – para quem quase tudo parece enfado e contenção. Gente de pouca fé futebolística, provavelmente respeitáveis sócios de clubes nacionais, vão ali pavonear o se estatuto e o seu dinheiro como se estivessem num jantar de gala; fazer-se notados, sorrir, ver e serem vistos pelos seus pares. Sentindo-me completamente deslocado, não terei qualquer pejo em entrar no verdadeiro espírito do jogo, em sinal de abandono da carapaça da indeferença quotidiana: berro, insulto os adversários, praguejo em português vernáculo.
De tal forma que rapidamente se me cola um tipo que, mesmo sem grande experiência nestas coisas, reconheço ser um policia à paisana. ”



in "Viagem ao mundo ultra"

FARENSE - Ferreiras (época 2007/2008)

Os fundadores

Paulo Castilho e André Pimpão, dois grandes ultras e grandes amigos fundadores desta familia com 14anos de história, a qual nunca abandonaram que são os South Side Boys.

Viagem ao mundo Ultra - Parte 2

Euro2000 na Holanda e Bélgica

“Conhecem aquela frase lapidar com que o filme trainspotting, se define o efeito da heroína: “ Considerem o vosso melhor orgasmo, multipliquem-no por mil e mesmo assim não chegam sequer lá perto”? Para mim, o euro 2000teve momentos desses.
A pura adrenalina, a magia do golo, os noventa minutos a cantar, a saltar, a sorrir, a abraçar os amigos (e os desconhecidos), a agitar os braços, a bandeira, o caschecol – nada, ou quase nada, substitui esses efémeros mas lendários instantes, lendários então, lendários para toda a eternidade.
Sexo, dinheiro, sucesso, viagens, conhecimento – tudo se reduz a pó perante a amizade, a partilha, a loucura das bancadas.
Para tal não são necessários os recursos à violência, às drogas, ao álcool, à diluição da vontade própria da multidão.
Não, o próprio jogo inebria, entusiasma mesmo quem esteja a fazer a festa sozinho (como me sucedeu no Portugal-Roménia).
Dai que se possa afirmar que o individuo, nunca estando só no estádio, não perde a consciência da sua singularidade, das suas emoções, que se multiplicam – à apoiar a selecção do seu país.
Assistir a um jogo de futebol de forma activa e participativa requer muita energia, muita voz, nervos de aço (para os momentos difíceis), capacidade de adaptação (aos maus resultados) e uma entrega total á festa. Ao suar num estádio, como se suou na Holanda, ao gastar rios de dinheiro e dormir mal em parques de campismo infestados, o verdadeiro adepto – o ultra – atinge o pico da sua existência, deixa para trás a camada d epiderme que enverga no dia-a-dia. Sobe um degrau mais em direcção ao paraíso que está reservado para quem, durante um infinitesimal lampejo da história do universo, agarra a vida pelos cornos e é senhor do seu destino.”

in "Viagem ao mundo ultra"


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Viagem ao mundo Ultra - Parte 1

São inúmeros os documentos (livros, reportagens televisivas e artigos de imprensa) sobre o futebol, seja por sociólogos, jornalistas, comentadores desportivos, opinion makers ou hooligans assumidos.
O livro que me encontro a ler de momento é a Viagem ao mundo ultra, escrito por alguém que não se enquadra em nenhuma das categorias atrás mencionadas, nem sequer se identifica como um ultra, é simplesmente um adepto de futebol com preferência clubista como grande parte da nossa sociedade “sportinguista” mas sem grande fanatismo por o mesmo, apenas gosta de acompanhar a nossa selecção ao estrangeiro e foi numa dessas viagem que dista ao Europeu de 96 que começou a sua vivência com os Ultras Portugal, cujas experiencias assentava no seu diário.
Deixo certos excertos escritos por alguém que considero imparcial, simples e sincero, que consegue transmitir a verdadeira essência do que e ser ultra…sem nunca o ter sido.

Euro - Inglaterra96

“Quem se interesse pelas histórias política e literária de Portugal, no século XIX, encontrará vários casos em que o vocábulo Ultra é empregue: ultra-realistas (os miguelistas ou absolutistas portugueses mais radicais), ultra-conservadores ou, ultra-progressistas (os mais à direita e esquerda no espectro politico), ultra-românticos ( a escola romântica e empolada), entre outros. Também durante o estado novo se falava na direita ultra, a mais acérrima defensora da presença no ultramar.
No mundo do futebol, o ultra é o individuo mais activo das claques, que pelo amor, dedicação e empenho ao clube da sua escolha se distingue dos sócios, adeptos e simpatizantes ou mesmo dos outros membros desse agrupamento restrito. É pelo futebol e para o futebol que vive, sobretudo o do seu clube, qualquer que ele seja. Melhor, é aquele individuo que faz do desporto-rei o seu elo de ligação com o universo que o rodeia, que o conhece a fundo, de forma enciclopédica, obsessiva, que programa a sua vida do dia-a-dia em função do futebol, que faz dele o centro da sua existência, das suas conversas, dos seus interesses. Que o utiliza como pretexto e forma de conhecer o mundo (político, social, económico) viajando, lendo, dialogando, divertindo-se. Que recorda muito dos seu passado em função deste jogo.
Em Itália são conhecidos por Tiffosi, isto é, os atingidos pelo tifo, os doentes da bola. Em Inglaterra – e por essa Europa fora – são referidos como os hooligans, os arruaceiros, os marginais. Mais do que um problema de segurança – que por vezes são – os Ultras são um fenómeno cultural, cultual, muito mencionado, criticado e estudado, mas não necessariamente entendido. Constituem o núcleo duro do que Desmond Morris designou por tribo de futebol, no livro homónimo. Conseguirá a pseudo-civilização que nos brutaliza, que nos lava o cérebro, destruir mais este clã, mais esta tribo, como fez e como faz com os índios de todas as Américas? Esperemos bem que não, em nome da diferença e da fuga à norma. “

in " Viagem ao mundo ultra"


sexta-feira, 6 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Clubite!

Clubite...um termo dado a uma doença que grande parte da sociedade Portuguesa sofre, Faro não foge a regra.
Dentro dos South Side vive-se intensamente o valor que é ser
bairrista, amar a nossa cidade, defender o nosso clube, mas não podemos dizer o mesmo em relação a grande parte da nossa comunidade Farense...
Sem me alongar
muito sobre o tema, deixo que as palavras do meu amigo e sócio dos South Side neste texto que aqui vos deixo, elucide um pouco sobre a nossa postura e forma de estar, muitas vezes incompreendida aos olhos da restante massa adepta Farense, catalogando-nos de fanáticos e a qual eu respondo...Fanáticos com muito gosto!

FARENSE ACIMA DE TUDO!

"Irrita-me profundamente quando depois de me perguntarem "de que clube és?" ao que respondo obviamente com muito orgulho "sou do Farense", me dizem "Sim... Tá bem... Mas e o outro?"
MAS QUAL OUTRO????
Sou obrigado a ter outro clube? Amor só há um... e o outro nunca se ama...
Infelizmente em Portugal existe uma doença que é a clubite, que é um vírus que se propaga facilmente em mentes fracas.
A clubite é uma doença que afecta cerca de 8 em cada 10 portugueses.
Caracteriza-se pela seguinte situação: um indivíduo nascer e viver numa determinada cidade portuguesa e ser adepto de um clube de uma outra cidade.
Exemplificando: um jovem nasce em Faro, cresce e vive toda a sua vida em Faro e, no entanto, é adepto do Benfica (ou Sporting ou até mesmo Porto) e não do Farense (como deveria ser).
Esta doença, a clubite, tem 3 variantes conhecidas: a clubite vermelha, a azul e a verde. A variante com maior incidência no nosso país é a clubite vermelha. Os portadores desta variante vibram por um clube que cresceu à custa de ter sido "levado ao colo" por Salazar durante o Estado Novo, e afirmam ainda ser campeões europeus. A clubite verde tem menos doentes do que a vermelha. O clube do qual são adeptos estes doentes é o clube da classe aristocrata, dos ricos, dos empresários, do Jet7... Por último, a clubite azul (com maior incidência no norte do país) tem como doentes adeptos de um clube que permite

que os nossos árbitros conheçam o mundo inteiro, através das suas ofertas de viagens.
Há também casos raros da chamada clubite nacional: em que uma pessoa nasce em Portugal e é adepto da selecção de Itália, por exemplo.
A clubite é uma doença transmissível de pais para filhos. Isto porque se trata de uma questão de educação. Ora, se o pai e a mãe têm clubite, é quase certo que os filhos também terão.
Os doentes de clubite são, na generalidade, pessoas com as seguintes características:

- São comodistas e têm medo de não ser aceites pela sociedade, por isso vão atrás das maiorias.
- Não têm espírito de sacrifício e sofrimento e escolhem sempre o caminho mais fácil, ainda que seja o menos emocionante.
- Não têm laços de afecto com a sua cidade e aproveitam todas as oportunidades para falar mal dela, apesar de nada fazerem para a engrandecer.
- Alguns ainda são sócios do clube da sua terra e dizem-no com muito orgulho, mas nada fazem por ele e apenas vão ao estádio quando o seu "grande" clube lá vai jogar. São pessoas sem uma identidade vincada e ideologicamente pobre.

Convém referir aqui um ponto. Temo-nos referido aos clubes grandes. E o que são os clubes grandes??? Bem, os clubes grandes são aqueles que têm grandes dívidas, grandes passivos, são grande parte das vezes beneficiados pelos árbitros e, como se não bastasse, são grandiosamente protegidos por toda a comunicação social.
Resta dizer que os portadores desta doença são pessoas tristes. Não vibram com o seu clube. Alguns nunca foram ao estádio do seu clube. São pessoas desapaixonadas do desporto. No entanto pensam exactamente o contrário: que adoram o clube, que vibram com as suas vitórias, etc. Infelizmente vivem na ilusão...

O que eles sentem é clubite! Nós, os sãos, os que vamos ao estádio da nossa cidade, apoiar os nossos clube, nós que amamos a nossa cidade e que rimos e choramos e vibramos com o nosso clube passamos por momentos que os doentes da clubite jamais passarão.
Nós sim sabemos o que é o desporto, a paixão, o convívio! Nós sim sabemos que o nosso clube é o principal representante da cidade que nos acolheu e que é nosso lar! Nós sim sabemos que clube e cidade juntos formam um todo que nós admiramos e retribuímos com afecto a hospitalidade que tiveram ao nos acolher.

Por tudo isto, temos um papel importante a desempenhar:
Vamos curar estas pessoas.
Vamos tentar educá-los. Vamos abrir-lhes os olhos! Acabemos com a clubite!"


"Em Roma, sê romano!" (Ditado popular)

escrito por Fernando Nuno Vieira



domingo, 1 de junho de 2008

Campeões!!

Foi num ambiente de festa que na passada semana perante o Alvorense, o qual venceu por 5-0 ,que o Farense recebeu a taça de campeões do Algarve da 1ªdivisão distrital.
Graças aos nossos briosos jogadores, nos quais nunca deixamos de acreditar, estaremos na próxima época na 3ªdivisão nacional a dar continuidade à luta de levar o nosso grande FARENSE ao seu devido lugar!
Obrigado Campeões!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Reportagem no Público

O início da ressurreição ou o prolongamento da crise de um histórico
Bruno Nunes e Pedro F. Guerreiro

Lembram-se do Farense? O último emblema algarvio a ter jogado na principal Liga de futebol parece renascer no plano desportivo, mas continua mergulhado numa grave crise financeira

a Depois de 17 épocas consecutivas na Liga, a descida ao segundo escalão na época de 2001/02 marcou o princípio do (quase) fim do Farense.
Para o clube que foi um dia o emblema de toda uma região, o início do século XXI teve contornos dramáticos, com a crise financeira e a rocambolesca queda até aos confins do futebol nacional (depois da desistência da participação na Liga de Honra em 2003/04 e a extinção do futebol sénior em 2005/06), uma situação "visível e desgraçada" que António Boronha (ex-presidente do clube e ex-vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol) considera ter ficado a dever-se à tentativa do clube em "ser transparente", contrariando uma tendência que vigorava no futebol português.
Com a Farense Futebol SAD a enfrentar um processo de insolvência, há duas temporadas (2006/07) a direcção do clube decidiu inscrever uma equipa na segunda divisão distrital, como forma de não deixar morrer o futebol sénior. E começou aí a recuperação desportiva do Farense: conseguiram uma vitória no mais baixo escalão do futebol algarvio e a subsequente promoção para a primeira divisão distrital. Esta época, os "Leões de Faro" conseguiram novamente a subida de escalão ao vencerem incontestavelmente a competição em disputa, feito que marca o regresso do emblema às competições nacionais, mais concretamente à terceira divisão.
O futuro, no entanto, continua incerto. Se é verdade que os "sucessos desportivos" parecem aludir aos melhores dias, certo é que a situação financeira não deixa esquecer que o maior obstáculo ao futuro do Farense é o passado. As dívidas e o passivo ascendem a cerca de cinco milhões de euros, valor que só pode ser saldado através da venda do Estádio de São Luís, que, no entanto, ainda não pertence ao clube mas sim à autarquia, segundo explicou o presidente do Farense, Gomes Ferreira, ao PÚBLICO: "O estádio vai ser cedido ao clube para pagar o passivo, se os credores da Farense Futebol SAD acertarem a redução do crédito. O futuro do clube está dependente da venda do estádio."
A solução é consensual: a venda do estádio é a única saída para uma situação que se arrasta há vários anos. "Saí do Farense em 1998 e já antes de sair defendi muito a venda do São Luís, obsoleto e sem condições de segurança, numa altura em que já estava certo o Estádio Algarve", disse Boronha ao PÚBLICO.
O imbróglio financeiro que tem assolado o clube na última década não tira a fé aos adeptos farenses, que continuam a afluir em grande número aos estádios por onde o clube joga, apesar de desabituados das lides dos distritais. Contam-se na casa dos milhares e fazem inveja a muitas assistências da Liga. António Boronha recordou que a massa adepta dos "leões do Algarve" sempre foi conhecida pelo grande fervor clubístico: "Os dirigentes dos "grandes" sabiam o terror que era jogar no São Luís."
Para o director-desportivo António Barão, as elevadas assistências num escalão inferior justificam-se com uma evidência: "O futebol é paixão, é por isso que as gentes de Faro vão atrás do clube. [No jogo] em Vila Real de Santo António, estiveram cinco mil pessoas. No Algarve, o Farense é o clube que tem mais condições para chegar à Liga." Condições de que, para já, António Boronha duvida: "Nos dois últimos anos houve um percurso interessante, mas o clube caiu tão baixo que o percurso até aqui foi relativamente fácil. A dificuldade começa agora. Eu acredito em tudo o que o clube pode voltar a ser, desde que resolvam os constrangimentos de ordem económica."
Gomes Ferreira pensa que a resolução poderá estar para breve: "Acredito que [a situação da venda do estádio e liquidação do passivo] possa estar resolvida ainda este ano. Objectivo? Fazer uma subida sustentada até aos lugares onde o Farense já esteve no passado..."

"O orgulho do Algarve somos nós", cantou-se na bancada
a Em dia de festa, os adeptos do Farense disseram uma vez mais "presente", como aliás dizem quase sempre. Com uma média nos jogos em casa de cerca de milhar e meio de espectadores, esses números rivalizam com as assistências de alguns clubes da Liga. No último jogo da época (sábado) contra o Alvorense - que servia de consagração do Farense como campeão distrital - a única bancada aberta aos adeptos do Estádio do Algarve recebeu duas mil pessoas.
Para um membro da claque South Side Boys, Pedro Guerreiro, a paixão que se mantém por aquele emblema é a explicação para o apoio mostrado: "Move-nos o amor ao clube da terra. Quando se está lá em cima é fácil apoiar..." O líder da claque, Rui Roque, alinha pelo mesmo discurso: "A equipa está na distrital, mas só temos esta, temos que apoiá-la, esteja em que situação estiver." O ambiente foi de festa, uma semana depois da despedida do São Luís como palco dos jogos do clube. "Claro que ficam saudades mas prefiro não ter São Luís do que ver o fim do Farense por questões financeiras", declarou Élio Arenga, um adepto.
Também presente no Estádio do Algarve esteve Hassan Nader, ex-jogador e figura carismática do Farense. "Este clube faz parte da minha vida, corre-me no sangue", disse o marroquino, confiante de que o Farense "tem tudo para voltar aos grandes palcos".
Mesmo derrotado por 5-0, até o treinador do Alvorense desejou felicidades ao emblema de Faro. "Que não parem de subir de divisão, porque o Algarve precisa de uma equipa na primeira", desejou Rui Clemente.
O dia terminou com a entrega de prémios e os festejos da subida à terceira Divisão, que poderá marcar, quem sabe, o início da ressurreição do Sporting Clube Farense. B.N.