Num jogo bastante aborrecido mas onde já evidenciou uma maior posse de bola por parte da nossa equipa mas sem que se verificasse grandes resultados práticos no que toca a concretização valendo o golo no ultimo minuto do encontro.
Os South Side fizeram-se representar por cerca de 60 elementos mantendo um apoio constante durante os 90 min, mas valendo pelos últimos 5min do encontro em que algumas picardias surgiram com os adeptos locais no mesmo momento em que o Farense marcou o seu golo.
Pouco mais a salientar, tirando o facto que por pouco não trazíamos para a nossa sede o Leitão que estava a ser rifado no estádio...e eu a pensar que já tinha visto de tudo...
Neste jogo ouve a apresentação da fusão entre o grupo Porno e grupo Legião Boda, mantendo um nome do grupo Porno e a imagem da legião Boda.
Com duas semanas de paragem pela frente esperemos que o Ivo consiga implementar a sua filosofia de jogo e que de uma vez por todas comecemos a ver algum fio de jogo...
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Castrense - FARENSE
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Ivo Soares o novo Treinador

O director-desportivo dos “leões” de Faro, António Barão, foi quem escolheu o novo técnico, por ver nele, confidenciou ao Região Sul, o perfil de um “técnico jovem, ambicioso e ganhador”.
“É um técnico jovem mas tem provas dadas como treinador, como se pôde ver na época passada, além da natural ligação ao Farense. Penso que será capaz de poder desenvolver este projecto”, acrescentou Barão.
Por enquanto, o treinador do Farense terá apenas a companhia de Pedro Benje na equipa técnica mas poderá fazer-se acompanhar do seu adjunto no Campinense, Paulo Cavaco. O primeiro treino do novo timoneiro do clube de Faro está marcado para esta terça-feira, às 19:30 horas, no São Luís.
Curiosamente, Ivo Soares impôs a primeira escorregadela do Farense esta época, na curta deslocação do Campinense ao Estádio Algarve, em jogo da 1.ª jornada que acabou em empate (2-2).
Como jogador, Ivo fez carreira como guarda-redes (internacional nas camadas jovens) e, entre outros clubes algarvios, representou o Farense durante vários anos, sempre como suplente de atletas mais experientes. Pendurou as botas em Monte Gordo, em 2004.
Passou como técnico-adjunto por vários emblemas, entre os quais o Campinense, onde coadjuvava Paulo Renato. Após a saída deste, estreou-se como técnico-principal em 2007/2008, levando a turma de Loulé à segunda fase, assegurando a manutenção na III Divisão.
Na época passada, orientou alguns dos jogadores que agora vai encontrar no Farense, como Edinho, Barão, Kula, Duarte e Luís Afonso.
Polémica
O presidente do Campinense, Carlos Ronquilho, não quis confirmar a notícia até se reunir com Ivo Soares, um encontro marcado para a noite de terça-feira. “Se está confirmado, é à responsabilidade do sr. António Barão”, frisou ao Região Sul.
As críticas são apontadas ao director-desportivo do Farense. “O sr. António Barão não está a ter a atitude correcta, porque não contactou o clube que tem compromisso com o técnico. Vamos ver qual será a atitude do Campinense...”, acrescentou Ronquilho.
António Barão tinha afirmado ao nosso jornal ter delegado em Ivo Soares essa missão. “Não vi que fosse necessário. Falei com o Ivo e deixei que fosse ele a resolver. Se fosse preciso, eu falaria com os responsáveis do Campinense”, referiu.
O Região Sul contactou Ivo Soares, mas o técnico só se afirmou disponível para falar dentro de algumas horas.
Fonte: Região Sul
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Portela Demite-se
Como adepto encarava pessoalmente este jogo para a taça de Portugal, o qual viemos a perder por 2-0, como um pequeno sonho pessoal de virmos a defrontar um grande de Portugal para matar algumas saudades de um jogo de grande ambiente.
Mas mal sabia eu assim como os restantes sócios que o nosso treinador Jorge Portela ja se teria demitido desde 6ª feira do cargo, mas vindo a orientar na mesma o encontro.
Com todo o respeito pelo sr. Portela mas a grandeza do Farense assim como bem deve saber sendo ele próprio um Farense confesso, é muito superior a qualquer projecto pessoal que renegue o nosso clube para segundo plano!
Só pedimos que quem cá esta ou quem para cá venha, seja um grande jogador, um jogador mediano, um bom ou mau treinador que dê tudo e esteja a 100%!
O nosso FARENSE assim o exige!!!
O facto de não conseguir conciliar a tarefa de treinar o Farense com as duas escolas de futebol que dirige foi a principal razão apontada por Jorge Portela para justificar a demissão do comando técnico da equipa algarvia.
“A decisão de sair foi tomada sexta-feira e não seria alterada com uma eventual vitória. Nunca serei nenhum obstáculo ou empecilho ao crescimento do Farense”, referiu, antes de tocar, com mais pormenor, nas causas que o levaram a tomar esta decisão.
“Acertei o regresso com algumas condicionantes e vi que essas condicionantes não seriam possíveis. Como não vejo abertura da estrutura do Farense para conciliar esta missão com as duas escolas de futebol que dirijo, entendi que devia sair”, disse.
Jorge Portela deixa entender, contudo, que faltou mais apoio, embora acrescente não estar a falar do director-desportivo, António Barão. “Sinto que à minha volta, desde que voltei, de certa forma não fui apoiado como devia. Mas friso que não estou a falar do director para o futebol.”
O treinador deixou um recado para os adeptos, pedindo para controlar alguma euforia e exigência: “As pessoas não se iludam. Este campeonato é equilibrado e difícil. É preciso paciência – deixem a equipa crescer.”
“Estarei sempre a torcer pelo Farense, pois sinto-me farense. Agradeço à claque, que me apoiou incondicionalmente – tomara que todos os sócios fossem como os da claque…”, concluiu Jorge Portela, que substituiu Carlos Costa no decorrer da última época, comandando os “leões” de Faro na subida aos escalões nacionais.
Depois de um empate com o Campinense, na 1.ª jornada da Série F da III Divisão Nacional, seguiu-se a derrota (0-2) deste domingo, com o Torre de Moncorvo.
O director-desportivo, António Barão, confirmou ao Região Sul a saída de Portela, revelando que será Pedro Benje a assumir o comando interino da equipa. “Vamos tentar arranjar técnico o mais rapidamente possível, mas ainda não tenho lista de nomes…”
Fonte: Região Sul
sábado, 30 de agosto de 2008
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
FARENSE-Campinense
Num estádio com uma boa moldura humana e uma presença massiça por parte dos ultras SS, o nosso FARENSE rubricando uma exibição mediocre não conseguiu mais que um empate embora tenha estado por 2 vezes em vantagem no marcador até ao minuto 75, livrando-se mesmo de uma derrota, tal foi o desacerto dos nossos jogadores.
Vimos uma
As expectativas são grandes em relação a esta temporada que acabou de começar, esperando que o nosso FARENSE continue a cavalgada que tem rubricado desde a 2ª distrital dando mais um passo em direcção a ILiga, dai esta frustação por parte dos sócios depois deste em
No sector SS estiveram presentes perto de 70 ultras que nuns momentos melho
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Top Claques
Depois dos Sotuh Side terem sido numa 1ª fase do concurso eleito como o melhor grupo dos distritais, passou para uma 2ª fase onde ombreou com alguns dos mais conceituados grupos nacionais pelo título de melhor grupo nacional, o qual os South Side viriam a conquistar.
É um orgulho para nós, um sinal de reconhecimento que só nos dá força para o caminho que nos resta para chegar ao nosso devido lugar...a I Liga!
Contra o Futebol Moderno
Desde sempre...FARENSE...para sempre!
domingo, 24 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Pré-época
Seguiu-se o torneio de Lagoa em que participariam o Lagoa, Farense, Portimonense e Beira-Mar.
O Farense defrontou o Beira-Mar na meia-final ganhando por 1-0, defrontando o Portimonense na Final onde seria batido por um esclarecedor 6-0 onde a diferença de escalões notou no desempenho das equipas, mas não esmoreceu em nada os ultras presentes, cerca de 30 que souberam mostrar em terras alheias a verdadeira grandeza do nosso clube e mostrar aos novos elementos do plantel que estaremos sempre com eles, mantendo um nível excepcional durante os 90min e durante a entrega de prémios.
Aproveitando e
Eu próprio só me pude deslocar no dia da final, sendo esse o meu primeiro jogo da pré-época devido a motivos laborais, tendo abalado de Faro com mais dois amigos ultras.
Depois deste torneio o Farense defrontaria mais o Campinense durante uma sábado de manhã, o qual bateria por 2-1 numa manhã onde perto de 15ultras de directa manteriam a presença com uma prestação nula...Depois seguia-se o Ayamonte no S.luis o que terminaria com um empate 1-1, seguir-se-ia o Lagoa num novo empate, mas a 0-0.
Estes jogos notouse a grande rotatividade do plantel, tendo em vista a conhece-los e adapta-los melhor,
muitos dos jogos foram realizados com equipas de divisões superiores só podemos tirar boas ilações do que vimos.chegando o dia de Apresentação só sócios o Farense iria defrontar no mítico S.Luis o vizinho da vila de olhão, sendo derrotado por 1-3 mas deixando uma boa replica.
Neste jogo estiveram perto de 50ultras com prestação constante durante todos os 90min.
Para terminar a pré-época o Farense deslocou-se a Ayamonte, fazendo os SS a 2tr
ansferta internacional da sua História.Neste jogos foram perto de 30ultras e chegando ao estádio era exigida a cobrança de 5e para assistir a um amigável de equipas de 3ªdivisão...inconcebível!
Mas nada que um pouco de Português-espanholês não resolve-se…entramos de graça! Boa bancada, cerveja com álcool, whisky, a vitória do Farense por 2-1 num belo desempenho dando boas perspectivas para o futuro em algo que já se poderia assemelhar ao onze inicial, enfim…uma bela tarde de futebol!
Desde sempre...FARENSE...para sempre!!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Torneio AFA


O nosso Grande Farense Participou na Taça AFA neste fim de semana terminando o torneio na 3ªposição depois de bater o Louletano por 1-0.
O Farense teve uma prestação bastante positiva tendo em conta o pouco tempo de preparação e ao facto de os seus adversários serem de divisões superiores.
O torneio foi vencido pelo olhanense ao derrotar o Portimonense por 2-0.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Torneio Futsal SS
O torneio foi vencido pelo Grupo Abuissa o qual derrotou na final a Velha Guarda por 4-2, embora seja de salientar que o periodo de descanço para a equipa da velha Guarda não foi respeitado, tendo realizado a final sem algum descanço depois de uma meia final ao sol das 17h, tendo em conta que os anos ja vão pesando nas pernas até nos batemos muito bem tendo estado em vantagem, faltando o pulmão na parte final do jogo, altura em que foi resolvido o jogo.
Mas aqui fica a merecida honra ao grupo Abuissa.
Grupo A
Classificação
1- Grupo Abuissa
2- Velha Guarda
3-Grupo Porno/Grupo Praia
Resultados
-Grupo Abuissa 7-4 Grupo Porno/Grupo Praia
-Grupo Abuissa 7-3 Velha Guarda
-Velha Guarda 6-2 Grupo Porno/Grupo Praia
Grupo Abuissa
Grupo B
Classificação
1-Legião Boda
2-Nova Guarda
3-Ragazzi
Resultados
-Ragazzi 4-5 Nova Guarda
-Ragazzi 5-10 Legião Boda
-Legião Boda 4-4 Nova Guarda
Meia Final
Grupo Abuissa 4-1 Nova Guarda
Meia Final
Velha Guarda 6-0 Legião Boda
Final
Grupo Abuissa 4-2 Velha Guarda
Vencedor- Grupo Abuissa
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pré- época

Passado este pequeno período de férias “ silly season”, o nosso grande Farense vai voltar aos trabalhos dia 14 de Julho, preparando-se para a difícil época que se avizinha.
Nesta pré-época já estão marcados alguns embates, cujas datas aqui deixo:
Taça do Algarve
Dia 19 de Julho
grupo A, no Estádio de S.Luís, em Faro: Lagoa-Farense (18h00), Portimonense-Lagoa (19h00) e Farense-Portimonense (20h00);
grupo B, no Estádio Municipal de Loulé: Beira Mar de Monte Gordo-Louletano (18h00), Olhanense-Beira Mar de Monte Gordo (19h00) e Louletano-Olhanense (20h00).
Dia 20 de Julho
jornada final, no Estádio de S.Luís, em Faro: apuramento do 5º e 6º
classificados (19h00), apuramento do 3º e 4º (20h00) e final (21h00).
Dia 2 Agosto- FARENSE – Campinense ( Estádio de S.Luís )
Dia 6 Agosto- FARENSE – Ayamonte (Estádio de S.Luís)
Dia 9 Agosto- FARENSE – Lagoa
Dia 13 Agosto- Apresentação - FARENSE – Olhanense
Dia 17 Agosto- Ayamonte - FARENSE ( Ayamonte)
Dia 18 Agosto – FARENSE – Bristol City ( Estádio de S.Luís)
Desde sempre...FARENSE...para sempre!
domingo, 6 de julho de 2008
Viagem ao mundo Ultra - Parte 3
Euro 2000 Holanda – Bélgica
“Ao contrário da grande maioria do pessoal que vou conhecer e com quem vou conviver na Holanda e Bélgica, eu sou primeiro português e depois sportinguista.
O resto do pessoal ostenta símbolos e define-se sobretudo como NN e benfiquista ou Juve Leo e sportingu
ista. Não que eu os condene – aliás, em certos momentos até os invejo. Nos dias que correm não é o local em que vivemos, os bens que possuímos ou mesmo a família que os identifica.
Antes os amigos, sobretudo aqueles com quem partilhamos, de uma forma activa, os interesses comuns.
O futebol e os clubes são os elementos que mais forças mantêm na sociedade portuguesa do ano 2000 – mais do que a política e outros interesses da dita sociedade civil (antes, dos lobbies sócio-económicos e coorporativos que a enformam).
Não é por acaso que vivemos num país em que a politica só chega aos ouvidos dos comuns mortais através de notícias escandalosas e da caricatura inteligente da contra-Informação, que nos demonstra, através de sósias, o ridículo de Guterres, Durão ou Portas.
Nas claques vive-se, pois, uma união e uma camaradagem por vezes mais forte do que os laços familiares e as amizades mais convencionais.
Fico sentado perto de lugares de imprensa, por baixo da qual, à minha esquerda se encontram alguns romenos (que suponho VIP). No sector à minha direita estão os portugueses endinheirados – que pagaram vinte contos sem pestanejar – para quem quase tudo parece enfado e contenção. Gente de pouca fé futebolística, provavelmente respeitáveis sócios de clubes nacionais, vão ali pavonear o se estatuto e o seu dinheiro como se estivessem num jantar de gala; fazer-se notados, sorrir, ver e serem vistos pelos seus pares. Sentindo-me completamente deslocado, não terei qualquer pejo em entrar no verdadeiro espírito do jogo, em sinal de abandono da carapaça da indeferença quotidiana: berro, insulto os adversários, praguejo em português vernáculo.
De tal forma que rapidamente se me cola um tipo que, mesmo sem grande experiência nestas coisas, reconheço ser um policia à paisana. ”
in "Viagem ao mundo ultra"
Os fundadores
Viagem ao mundo Ultra - Parte 2
Euro2000 na Holanda e Bélgica
“Conhecem aquela frase lapidar com que o filme trainspotting, se define o efeito da heroína: “ Considerem o vosso melhor orgasmo, multipliquem-no por mil e mesmo assim não chegam sequer lá perto”? Para mim, o euro 2000teve momentos desses.
A pura adrenalina, a magia do golo, os noventa minutos a cantar, a saltar, a sorrir, a abraçar os amigos (e os desconhecidos), a agitar os braços, a bandeira, o caschecol – nada, ou quase nada, substitui esses efémeros mas lendários instantes, lendários então, lendários para toda a eternidade.
Sexo, dinheiro, sucesso, viagens, conhecimento – tudo se reduz a pó perante a amizade, a partilha, a loucura das bancadas.
Para tal não são necessários os recursos à violência, às drogas, ao álcool, à diluição da vontade própria da multidão.
Não, o próprio jogo inebria, entusiasma mesmo quem esteja a fazer a festa sozinho (como me sucedeu no Portugal-Roménia).
Dai que se possa afirmar que o individuo, nunca estando só no estádio, não perde a consciência da sua singularidade, das suas emoções, que se multiplicam – à apoiar a selecção do seu país.
Assistir a um jogo de futebol de forma activa e participativa requer muita energia, muita voz, nervos de aço (para os momentos difíceis), capacidade de adaptação (aos maus resultados) e uma entrega total á festa. Ao suar num estádio, como se suou na Holanda, ao gastar rios de dinheiro e dormir mal em parques de campismo infestados, o verdadeiro adepto – o ultra – atinge o pico da sua existência, deixa para trás a camada d epiderme que enverga no dia-a-dia. Sobe um degrau mais em direcção ao paraíso que está reservado para quem, durante um infinitesimal lampejo da história do universo, agarra a vida pelos cornos e é senhor do seu destino.”
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Viagem ao mundo Ultra - Parte 1
São inúmeros os documentos (livros, reportagens televisivas e artigos de imprensa) sobre o futebol, seja por sociólogos, jornalistas, comentadores desportivos, opinion makers ou hooligans assumidos.
O livro que me encontro a ler de momento é a Viagem ao mundo ultra, escrito por alguém que não se enquadra em nenhuma das categorias atrás mencionadas, nem sequer se identifica como um ultra, é simplesmente um adepto de futebol com preferência clubista como grande parte da nossa sociedade “sportinguista” mas sem grande fanatismo por o mesmo, apenas gosta de acompanhar a nossa selecção ao estrangeiro e foi numa dessas viagem que dista ao Europeu de 96 que começou a sua vivência com os Ultras Portugal, cujas experiencias assentava no seu diário.
Deixo certos excertos escritos por alguém que considero imparcial, simples e sincero, que consegue transmitir a verdadeira essência do que e ser ultra…sem nunca o ter sido.
Euro - Inglaterra96
“Quem se interesse pelas histórias política e literária de Portugal, no século XIX, encontrará vários casos em que o vocábulo Ultra é empregue: ultra-realistas (os miguelistas ou absolutistas portugueses mais radicais), ultra-conservadores ou, ultra-progressistas (os mais à direita e esquerda no espectro politico), ultra-românticos ( a escola romântica e empolada), entre outros. Também durante o estado novo se falava na direita ultra, a mais acérrima defensora da presença no ultramar.
No mundo do futebol, o ultra é o individuo mais activo das claques, que pelo amor, dedicação e empenho ao clube da sua escolha se distingue dos sócios, adeptos e simpatizantes ou mesmo dos outros membros desse agrupamento restrito. É pelo futebol e para o futebol que vive, sobretudo o do seu clube, qualquer que ele seja. Melhor, é aquele individuo que faz do desporto-rei o seu elo de ligação com o universo que o rodeia, que o conhece a fundo, de forma enciclopédica, obsessiva, que programa a sua vida do dia-a-dia em função do futebol, que faz dele o centro da sua existência, das suas conversas, dos seus interesses. Que o utiliza como pretexto e forma de conhecer o mundo (político, social, económico) viajando, lendo, dialogando, divertindo-se. Que recorda muito dos seu passado em função deste jogo.
Em Itália são conhecidos por Tiffosi, isto é, os atingidos pelo tifo, os doentes da bola. Em Inglaterra – e por essa Europa fora – são referidos como os hooligans, os arruaceiros, os marginais. Mais do que um problema de segurança – que por vezes são – os Ultras são um fenómeno cultural, cultual, muito mencionado, criticado e estudado, mas não necessariamente entendido. Constituem o núcleo duro do que Desmond Morris designou por tribo de futebol, no livro homónimo. Conseguirá a pseudo-civilização que nos brutaliza, que nos lava o cérebro, destruir mais este clã, mais esta tribo, como fez e como faz com os índios de todas as Américas? Esperemos bem que não, em nome da diferença e da fuga à norma. “




